Não quero falar de nada.
Não quero gastar palavras já gastas em frases feitas já desfeitas...
Não quero dizer coisas ditas só por dizer, quero ficar em silêncio ouvindo nos ecos mudos do que digo as canções entoadas pelo que sou...
Não quero falar de nada...
Não me obriguem estou calada, nesta minha fala sem som... feita de versos, de rimas, sonetos, tercetos... Feita do silêncio que me fala em sussurro das coisas que viu, dos mares onde mergulhou, águas calmas de tempestade, aguas de sal e de amor...
Não quero falar de nada, hoje sou só dos sentidos,
sou do toque, sou do quente que me inunda o ventre
que me seca a boca para a humedecer de repente...
Sou deste fogo que lavra em mim em labaredas gigantes de um crepitar intenso de um laranja-vermelho-fogo imenso, que me envolve em fumo, neste fumo de amar...
Não quero falar de nada...
Fala-me tu nesse tom urgente, fala-me com mãos e com corpo...
Diz e repete, esses sons que em mim moram, esses sons que em mim se estendem... e se criam e transformam...
Hoje estou calada não falo.
Fala-me tu, que eu calo em mim esse teu poema belo, que me faz ruborizar, que me faz falar calada e que calada em mim mil palavras pode encontrar... esse teu poema belo que é feito em duas partes, e que só, não é mais do que nada, do que triste...do que só... esse teu poema belo, metade desta metade que jaz em mim, metade destas palavras em mim encontradas e sonhadas e que me fazem calada, estar a falar-te assim...
Daniela Novais
Olá menina bonita :)
ResponderEliminarMuito bem :) acho que tomaste uma boa decisão...
Harmonioso... com lado sonhador... :)
Fico a aguardar por mais... :)
Beijo muito grande